| |
 
Ouvi o Jude Christodal pela primeira vez numa loja chamada Surplus na Pico Boulevard em Santa Monica, LA. O Everaldo tinha separado alguns cds mas achou que já estava levando muitos e disse: "pega esses que eu não vou levar, se quiser ouvir...". Entre eles tinha um cd promocional do Jude com 6 faixas. Sentei em frente ao tocador de cds e no primeiro verso que ouvi da música chamada "You Momma You" me convenci! A música era muito criativa e a forma dele cantar também! Comprei o álbum algum tempo depois e o Everaldo apagou esse momento da memória!
To myself: "You've got such a pretty smile/It's a shame the things you hide behind it/Let 'em go Give it up for a while/Let 'em free and we will both go find it/I know there's nowhere you can hide it/I know the feeling of alone/I know that you do not feel invited/But, come back, come back in from the cold". I Know - Jude.
Escrito por Sefro às 12h27
[]
[envie esta mensagem]

Bela foto, bela letra. Graças ao Jesuíno André. Nem ouvi a música mas estou tentando...
Escrito por Sefro às 12h25
[]
[envie esta mensagem]

Se você não o conhece...precisa! Não tem muito o que falar...pelo menos eu não tenho...não agora...não ouvindo ele cantar..."what you want me to do lord?"
Escrito por Sefro às 17h06
[]
[envie esta mensagem]

"Olhar Picassiano" - Ilustração de Kenia De Angeli
LABIRINTO
Não haverá nunca uma porta. Estás dentro/E o alcácer abarca o universo/E não tem nem anverso nem reverso/Nem externo muro nem secreto centro./Não esperes que o rigor de teu caminho/Que teimosamente se bifurca em outro,/Tenha fim. É de ferro teu destino/Como teu juiz. Não aguardes a investida/Do touro que é um homem e cuja estranha/Forma plural dá horror à maranha/De interminável pedra entretecida./Não existe. Nada esperes. Nem sequer /A fera no negro entardecer.
(Jorge Luiz Borges)
Escrito por Sefro às 09h54
[]
[envie esta mensagem]

"Não, ele não estava lá!/Será que esteve algum dia?/Acreditei que sim...acreditei no que nunca existiu/Não, ele esteve lá sim!/Eu vi, eu toquei mas ninguém acredita.../Durmo acordado e desconheço o que está ao meu redor/Não! Ele não estava lá...nunca esteve!" - Ilusões maiores que o Grand Canyon.
Oh Mother, I can feel the soil falling over my head And as I climb into an empty bed Oh well. Enough said. I know it's over And it never really began But in my heart it was so real And you even spoke to me, and said : "If you're so funny Then why are you on your own tonight ?
Marr and Morrissey...bastards!
Escrito por Sefro às 11h36
[]
[envie esta mensagem]
"Esse quadro é minha vida?/que não tem lugar/que não tem prumo/nada pintado/sem rumo/esse quadro é meu?/que não tem razão de ser/esse quadro é.../nada, se apenas insistir em se manter" QUADRO VIVO.
Escrito por Sefro às 17h19
[]
[envie esta mensagem]

Desde o ano passado, Marcinho - vizinho da Sensorial Discos, onde trabalho - me emprestou esse álbum em cd. Não recordo de ter ouvido anteriormente nesse formato. Steve McQueen(UK)/Two Wheels Good(US) é um dos melhores álbuns de todos os tempos. Roubando uma frase do meu amigo Ulisses: "foi um dos que mais visitou meu toca-discos" nos anos 80. Sempre irá constar em qualquer lista - "there can be no contest"! Paddy McAloon é um compositor inspirado e autor dos belos versos abaixo:
Ooh Johnny Johnny Ooh Life's not complete till your heart's missed a beat And you'll never make it up, or turn back the clock No you won't, no you won't No you won't, no you won't Johnny Johnny Ooh
Uma curiosidade a respeito dessa música: Paddy estava doente e ouvia "Walking on the Moon" do Police e pensou - tenho que ser simples. Johnny foi a coisa mais clichê que lhe ocorreu e o restante da letra foi concluida com versos que, normalmente, não se diz para alguém, como "Are you still in love with Hayley Mills?" Comentário publicado na New Musical Express de junho de 92.
P.S. comentário inspirado pela comunidade Bandas Injustiçadas do orkut.
Escrito por Sefro às 22h46
[]
[envie esta mensagem]
PORQUE É CARNAVAL

Mario Quintana
O mundo, às vezes, fica-me tão insignificativo Como um filme que houvesse perdido de repente o som. Vejo homens, mulheres: peixes abrindo e fechando a boca num aquário Ou multidões: macacos pula-pulando nas arquibancadas dos estádios... Mas o mais triste é essa tristeza toda colorida dos carnavais Como a maquilagem das velhas prostitutas fazendo "trottoir". Às vezes eu penso que já fui um dia um rei, imóvel no seu palanque, Obrigado a ficar olhando Intermináveis desfiles, torneios, procissões, tudo isso... Oh! Decididamente o meu reino não é deste mundo! Nem do outro..
Escrito por Sefro às 21h28
[]
[envie esta mensagem]

Ontem o mar. Depois de quase sete meses: o mar. Meio distante, meio cinza, meio californiano mas o mar!
Escrito por Sefro às 18h23
[]
[envie esta mensagem]

POR CONTARDO CALLIGARIS
"Closer - Perto Demais": por que somos infelizes em amor? Concordo com Caetano Veloso, "de perto ninguém é normal". Mas "Closer - Perto Demais", de Mike Nichols, me deixou pensando diferente: de perto, somos normais demais. O filme é uma demonstração tocante de nossas impotências e incompetências sentimentais. Se você quer saber por que, em regra, somos infelizes em amor, não perca. Para não estragar o prazer de quem não viu o filme, nada de resumo, apenas as reflexões fragmentárias com as quais passei a noite, depois de ter assistido a "Closer - Perto Demais". 1) Por que, no meio de uma história amorosa que funciona, um encontro (que sempre parece mágico) pode levar alguém a trocar a intimidade de um casal companheiro por uma visão? Os evolucionistas dizem que os homens são infiéis por necessidade biológica. Para que a espécie continue, os machos seriam programados com o desejo de fecundar todas as fêmeas possíveis. A teoria tem uma falha: as mulheres são tão infiéis quanto os homens (embora os homens se recusem a acreditar nessa banalidade). O senso comum tem outra explicação: a paixão iria se apagando com a repetição, os humanos gostariam de novidade. Pequeno problema: a idéia de que a novidade seja um valor é especificamente moderna; no entanto a inconstância em amor é um hábito antigo. Outro problema ainda maior: na condução de nossas vidas, somos obstinadamente repetitivos. Insistimos nas mesmas fantasias e nos mesmos sintomas. Contrariamente ao que diz o provérbio, errar é divino, perseverar é humano. Por que seria diferente em matéria amorosa? Como pode ser que um encontro, em que mal se sabe quem é o outro ou a outra, contenha uma promessa que basta para levar alguém a dar um chute num amor que dura? Tento responder: apaixonar-se é idealizar o outro, durar no amor é lidar com a realidade do amado ou da amada. Antes de ponderar os charmes da idealização, duas observações. Um impasse: para manter a paixão, devo continuar idealizando o parceiro. Mas, para idealizar o outro, devo mantê-lo a distância. Se mantenho o outro a distância, renuncio aos prazeres de amor, companheirismo, cumplicidade, convivência. Um paradoxo: se me separo porque me apaixono por outra ou outro, o parceiro que deixei se distancia de mim, portanto volto a idealizá-lo e a me apaixonar por ele. 2) Por que gostaríamos tanto de idealizar o outro que vislumbramos num novo encontro? Uma nova paixão amorosa é provavelmente o sentimento que mais pode nos transformar, para o bem ou para o mal. Por exemplo, se o outro me idealiza, carrego seu ideal como um casaco novo: modifico minha postura para que o pano caia bem no meu corpo. De uma certa forma, tento me parecer com o ideal que o outro ama em mim. Cada amor, quando começa, é uma aventura. Não porque encontro um novo parceiro, mas porque, ao me apaixonar, descubro ou invento um novo ideal e, ao ser amado, mudo para me aproximar do que o outro imagina que eu seja. A inconstância amorosa talvez seja a expressão imediata do desejo de mudar -não de trocar de parceiro, mas de se reinventar. Não é estranho que, na hora em que um amor começa, alguém decida se dar um novo nome. Nenhuma mentira nisso, apenas a convicção e a esperança de que a paixão nos transforme. Infelizmente, mudar é difícil: a sedução exercida pelos novos amores é uma veleidade, um pouco como as resoluções de que as coisas serão diferentes no ano que começa. 3) Dizem que um casal que se ama briga muito. O uso erótico das brigas é conhecido: a paz se faz na cama. Menos conhecido é o uso amoroso das brigas: chegar ao limite da ruptura pode ser um jeito de recomeçar, de voltar ao momento inicial da paixão, quando ambos esperavam que o amor os transformasse. Problema: ninguém sabe qual é o ponto de equilíbrio além do qual as brigas não garantem renovação nenhuma, apenas desgastam um amor que se perde. 4) Alguém se apaixona por outra pessoa porque, ele se queixa, sua parceira precisa dele. É aquela coisa: seu amor me exige demais, você me sufoca, me prende. Isso, é claro, é um jeito de dizer: com você sou sempre o mesmo. Também é uma projeção: separo-me porque não agüento minha própria dependência de você. Visto que me detesto por estar a fim de lhe pedir amor a cada minuto, acho intolerável que você me peça. Quem pensa e age assim, em geral, fica sozinho no fim. 5) Um homem volta para o lar depois de ter estado nos braços de outra. Sua mulher pergunta: você me ama ainda? Ela tem razão, é a única pergunta que importa. Uma mulher volta para o lar depois de ter estado nos braços de outro. Seu homem pergunta: você esteve com ele? Insiste: quero a verdade. Pede os detalhes: gostou? Gozou? Onde aconteceu, em que posição, quantas vezes? O ciúme feminino é uma exigência amorosa. O ciúme do homem é uma competição com o outro, um duelo de espadas, uma esgrima homossexual que tem pouco a ver com o amor pela amada e muito a ver com as excitantes lutinhas masculinas da infância. Enfim, quem sabe o filme nos ajude a inventar jeitos de amar menos desafortunados e mais interessantes. Leia mais sobre o filme no site http://www.screamyell.com.br
Escrito por Sefro às 18h11
[]
[envie esta mensagem]

Li um texto a respeito da cidade de São Francisco, que se encontra construída numa das grandes falhas do planeta. Explica o texto que mesmo sabendo dessa grave desestrutura da natureza a cidade não perde sua beleza. É emocionante saber que a terra, sem dar nenhum aviso prévio poderá tremer e tudo em volta desmoronar. Essa história é comparada as pessoas que, mesmo com todos os defeitos guardam em si qualidades apaixonantes, que entusiasmam, que num dia choram e riem, noutro acariciam e batem, que se arrependem e tentam aprender com o erro. Assaz interessante. O inferno é aqui. É saber lidar com todas essas contradições inerentes aos seres humanos. Não vejo como o inferno pode ser pior. Sentir tudo isso já é o ruim por suficiente.
Escrito por Sefro às 13h19
[]
[envie esta mensagem]
 
Sobre cafés e cigarros - filme do Jim Jarmusch que estréiou por aqui semana passada. Cenas impagáveis: Alfred Molina com Steve Coogan e GZA, RZA com Bill Murray. O que o Jeff tem a ver com isso?!?! Absolutamente nada!!!! Apenas o cigarro tem...
Escrito por Sefro às 17h31
[]
[envie esta mensagem]

Diga adeus aos amigos e familiares Embrulhe suas promessas silenciosamente Deixe um bilhete na mesa da cozinha Isso é tudo que você fará. É uma porta para outra dimensão Se você falhar, não esqueça de culpar a si mesmo Engraçado, esqueceram de te dizer Que isso é tudo que você pode ter É tudo o que você pode ter...agora!
Definitive Door
Escrito por Sefro às 16h22
[]
[envie esta mensagem]

Sonhei com o mar...e mais uma vez essa letra aqui...
Como o som que vem do mar
Armando Turtelli
sem ver no que vai dar sentir pra onde vai o som que vem do mar não tem aonde chegar
meus versos me levarão pra onde o instinto quer e o som que vem do mar com a brisa ele se vai
e eu vou junto assim, cantando com você no azul do céu e do mar
tantos desencontros... mas está tudo bem!!!
Escrito por Sefro às 13h01
[]
[envie esta mensagem]
|
Terremoto pode ter acelerado a rotação da Terra
|
| |
|
LOS ANGELES (Reuters) - O mortífero terremoto asiático pode ter acelerado permanentemente a rotação da Terra -reduzindo a duração do dia em uma fração de segundo- e feito com que o planeta oscilasse em seu eixo, informaram cientistas norte-americanos na terça-feira.
Richard Gross, geofísico do Jet Propulsion Laboratory, da Nasa, na Califórnia, teorizou que uma alteração de massa em direção ao centro da Terra, durante o abalo sísmico do domingo, teria feito com que o planeta passasse a girar três micro-segundos, ou milionésimos de segundo, mais rápido, e causado oscilação de cerca de 2,5 centímetros em seu eixo.
Quando uma grande placa tectônica por sob o oceano Índico deslizou por sob a beirada de outra placa, "o efeito foi tornar a Terra mais compacta e fazer com que girasse mais rápido", disse Gross.
O cientista alega que as mudanças previstas por seu modelo provavelmente são pequenas demais para que se possa detectá-las com base na rede de satélites de posicionamento global que rotineiramente mede as mudanças no giro do planeta, mas disse que os dados podem revelar uma ligeira oscilação.
Os pólos da Terra percorrem uma trajetória circular que normalmente varia em cerca de 10 metros, e assim uma oscilação adicional de 2,5 centímetros provavelmente não causaria efeitos em longo prazo, disse.
"O movimento contínuo está habituado a mudanças", disse Gross. "A rotação não é tão precisa. A Terra às vezes se desacelera e altera seu ritmo de rotação."
Quando essas minúsculas variações se acumulam, os cientistas planetários precisam acrescentar um "segundo bissexto" ao final de um ano, algo que não é realizado há muitos anos, disse.
Os cientistas há muito teorizam que mudanças na superfície da Terra, tais como marés e alterações no lençol freático e no clima, poderiam afetar o giro do planeta, mas não havia medições precisas para prová-lo, disse Hiroo Kanamori, sismologista da Caltech.
"Mesmo para um evento de proporções muito grandes, o efeito é muito pequeno", disse Kanamori. "É muito difícil alterar substancialmente o ritmo de rotação." |
Escrito por Sefro às 17h24
[]
[envie esta mensagem]
[ ver mensagens anteriores ]
|